Gêmeos matam vigilante que denunciou tráfico no Paraná e são condenados a mais de 20 anos de prisão

  • 07/10/2026
(Foto: Reprodução)
Três acusados de matar empresário vão a júri em Maringá Os gêmeos Alessandro da Silva Riguetto e Leandro da Silva Riguetto foram condenados a mais de 20 anos de prisão, na noite desta terça-feira (6). Segundo o Tribunal do Júri, eles mataram o vigilante Igor Santos Artigas, de 39 anos, em Maringá, no Norte do Paraná, depois que a vítima denunciou o tráfico de drogas no bairro. Alessandro teve pena de 24 anos, quatro meses e 25 dias. Já a sentença de Leandro é de 22 anos e seis meses. Também foi condenado a 13 anos e nove meses de prisão João Alencar do Nascimento Jacomo, colega dos gêmeos e que participou do homicídio. Clique aqui para ler a manifestação das defesas. ✅ Siga o canal do g1 Maringá e Região no WhatsApp O crime aconteceu no dia 5 de fevereiro de 2019, quando Igor pilotava uma moto na rotatória das avenidas Nildo Ribeiro e Carlos Borges. Ele foi atingido por disparos de arma de fogo depois que um carro se aproximou. Alessandro e Leandro Riguetto e João Alencar Jacomo. RPC Maringá Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR) e a Polícia Civil (PC-PR), a vítima foi assassinada porque trabalhava como vigilante de um mercado e denunciava o tráfico de drogas no bairro, além de possíveis furtos e roubos a comércios da região. Os gêmeos tinham envolvimento com o tráfico no local. "Um crime bárbaro, uma vingança sórdida. [...] Ela [a vítima] era um empecilho à atividade criminosa dos acusados", disse o promotor Edson Cemensati. Faixa pendurada no Fórum de Maringá durante o julgamento. RPC Maringá Leandro foi condenado por homicídio qualificado, roubo majorado e fraude processual, assim como Alessandro. Entretanto, o irmão teve aumento de pena por não confessar o homicídio. João foi condenado por homicídio qualificado. Os três passaram a cumprir as penas em regime fechado. O caso teve ainda um quarto acusado, que emprestou a arma do crime. Ele foi morto em 2023. Relembre o caso Quatro são presos suspeitos de homicídio em Maringá Igor Santos Artigas, de 39 anos, estava de moto quando foi morto, por volta das 14h do dia 5 de fevereiro de 2019, na rotatória das avenidas Nildo Ribeiro e Carlos Borges. As câmeras de segurança ajudaram os investigadores a chegar até os quatro homens. De acordo com a polícia, um carro parecido com o usado no crime foi filmado em frente à casa de um dos suspeitos, no dia anterior ao crime. Câmeras de segurança registraram a morte do empresário, em Maringá, na terça-feira (5) Reprodução/RPC Na casa, foi encontrada uma peça que bate com as características e com o modelo do veículo, incendiado após o homicídio. Cruzando as informações, a polícia conseguiu chegar aos quatro suspeitos. Todos foram presos em flagrante e encaminhados para a Delegacia de Maringá. Segundo a polícia, três estavam no carro no momento do crime, e o quarto foi preso porque emprestou a arma para os demais. Leia também: Veja projetos de lei: Deputada estadual mais votada do Paraná defende agro e se envolveu em tentativa de proibição de atleta trans Cafeara: Professor é preso e vira réu por crimes sexuais contra cinco estudantes dentro de colégio estadual no Paraná Assista: Emagrecedores são flagrados sendo contrabandeados dentro de garrafa de refrigerante O que as defesas dizem A defesa de Alessandro, feita pelo advogado Luiz Augusto Bigao Giacomelli, explicou à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, que respeita a decisão do conselho de sentença, mas discorda. "Após análise detalhada da sentença, vamos analisar a viabilidade ou não de eventual recurso para instâncias superiores", disse. Leandro é representado pelo advogado Guilherme de Pádua, que pretende recorrer da sentença. "O recurso não busca rediscutir o homicídio, apenas as condenações por roubo majorado e fraude processual, que a defesa considera desproporcionais e injustas. A defesa sustenta ainda que a soma das condenações resultou em pena desproporcional à real extensão da conduta confessada. Os fundamentos serão detalhados nas razões de apelação, a serem apresentadas ao Tribunal de Justiça do Paraná dentro do prazo legal", consta na manifestação. O advogado Marcelo Jacomossi, que representa João, informou ao g1 que irá recorrer da decisão da juíza de não permitir a prisão domiciliar. Ele também avalia se irá recorrer da pena aplicada. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Veja mais notícias da região no g1 Norte e Noroeste.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/norte-noroeste/noticia/2026/10/07/juri-homicidio-igor-artigas-maringa.ghtml


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