Homem visto com sangue nas mãos em hospital do Paraná é condenado por assassinato de ex-companheira

  • 22/07/2026
(Foto: Reprodução)
Luana Ferreira Silazi foi sepultada nesta segunda-feira (14), em Jaguapitã. Reprodução/Nova Vida Assistência Funeral Adiel Lucas da Costa foi condenado a 52 anos e seis meses de prisão pelo feminicídio de Luana Ferreira Silazi, ex-companheira dele. O júri popular foi realizado em Jaguapitã, cidade do Norte do Paraná e onde o crime aconteceu. O réu matou a mulher a facadas, na manhã de 13 de abril de 2025, enquanto ela, a mãe e dois filhos estavam a caminho da igreja para a celebração de Domingo de Ramos. Depois, ele foi ao hospital do município, com as mãos sujas de sangue, e confessou o crime. Relembre o caso abaixo. A defesa de Adiel informou ao g1 que não irá se manifestar sobre o caso "em respeito aos familiares da vítima e da família do acusado". ✅ Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp O júri decidiu na segunda-feira (20) que a pena pelo feminicídio deve ser maior por ter sido cometido na presença dos filhos do casal, contra uma mulher responsável por duas crianças e pelo homem ter descumprido uma medida protetiva. O documento, inclusive, foi expedido três dias antes do assassinato. O Conselho de Sentença também acolheu integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), ao reconhecer que o crime foi cometido por razões da condição do sexo feminino, por motivo torpe (não aceitar o término do relacionamento e o sentimento de posse) e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Também consta na sentença que Adiel deve pagar o valor mínimo de R$ 300 mil aos filhos, a título de reparação por danos morais. O homem estava preso preventivamente desde a data do crime e, agora, permanecerá na mesma unidade prisional. Leia também: Atentado a tiros no PR: MP considera que mãe de suspeito foi omissa e a denuncia Relembre o caso: Corpo é encontrado em rio, e polícia confirma ser de mulher de 70 anos que saiu para comprar propriedade no Paraná Denúncia: Motorista de app é preso no Paraná após passageira denunciar que ele a trancou em carro e a estuprou durante corrida para casa Relembre o caso Delegado explica que vítima tinha pedido medida protetiva dias antes de ser morta Conforme o delegado André Ribeiro Leite, no dia 8 de abril, Luana foi até a delegacia de Jaguapitã e solicitou uma medida protetiva de urgência contra Adiel. Na ocasião, ela contou ter sofrido violência doméstica durante aproximadamente oito anos de relacionamento com ele. O g1 apurou à época que, segundo a Polícia Militar (PM), a medida foi expedida em 10 de abril. Três dias depois, Luana foi morta. De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima estava a caminho da igreja com a família. Na esquina da Avenida Bandeirantes, ela percebeu que o carro de Adiel estava estacionado e resolveu voltar para casa. Consta no registro que Adiel seguiu Luana e parou o veículo na frente dela. Depois, desceu com uma faca na mão e disse que, "se ela não ficasse com ele, não ficaria com mais ninguém". A mãe de Luana e uma das crianças tentaram afastar o homem, mas ele esfaqueou a vítima no pescoço. O golpe na região cervical provocou lesões que causaram choque hemorrágico. Após jogar a faca no chão e sair do local, Adiel foi até o Hospital Municipal de Jaguapitã para pedir ajuda, mas foi preso em flagrante após confessar o crime na unidade. Ele estava com as mãos sujas com o sangue da vítima, de acordo com a polícia. O delegado André Ribeiro Leite informou, à época do crime, que Adiel tem histórico criminal por tráfico de drogas e receptação. Adiel foi preso no Hospital Municipal de Jaguapitã. Reprodução/Google Street View VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Norte e Noroeste.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/norte-noroeste/noticia/2026/07/22/homem-condenado-morte-ex-companheira-jaguapita.ghtml


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