Mãe encomenda assassinato no Paraná e filho denuncia: veja os prints da negociação
12/07/2026
(Foto: Reprodução) Mulher é presa acusada de encomendar morte de servidora em Abatiá
A mulher de 41 anos, que foi presa por planejar encomendar um assassinato, trocou mensagens com um intermediário para negociar o crime. Na conversa, ela diz que gostaria de "apagar uma infeliz do mapa". A situação foi registrada em Abatiá, no Norte do Paraná, e foi denunciada pelo próprio filho da suspeita.
Segundo a Polícia Civil, o alvo era uma funcionária da Casa Lar do município, onde estão acolhidos os três filhos da mulher - incluindo o jovem de 16 anos que fez a denúncia.
Os nomes dos envolvidos não foram divulgados para não identificar o adolescente e a mulher ameaçada, que não foi ferida e está bem.
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As trocas de mensagens foram obtidas pela polícia por meio do celular do intermediário. Confira a conversa:
Conversa entre mulher e intermediar, de acordo com a Polícia Civil.
Reprodução
Suspeita: Sim, eu queria fazer com você.
Intermediário: Queria fazer o que? Não entendi.
Suspeita: Conversar com você, se poderia fazer um trabalho para mim. Ou, se não fizer, me indicar alguém que faça.
Intermediário: Qual seria esse trabalho?
Suspeita: Apagar uma infeliz do mapa.
Intermediário: Que infeliz seria esse?
Suspeita: Ela tomou meus filhos, fez a cabeça do promotor.
Nas mensagens seguintes, a suspeita negociou a data do pagamento: "Vamos deixar para o dia sete, é o dia em que eu recebo", escreveu. Conforme a polícia, ela ofereceu pagar R$ 3 mil pelo crime.
A prisão preventiva foi realizada nesta sexta-feira (10). O delegado Luís Guilherme Almeida Cerqueira, da Polícia Civil, explicou à RPC, afiliada da TV Globo, que o marido da suspeita está em liberdade e também é investigado por participação na tentativa de homicídio.
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Entenda o caso
Segundo Cerqueira, o crime foi planejado porque a suspeita e o marido perderam a guarda dos três filhos: o adolescente e outras duas crianças, que foram encaminhados à Casa Lar do município.
"As crianças estariam sofrendo maus-tratos, não estariam tendo alimentação adequada, não estariam tendo o ensino adequado e não estariam frequentando a escola. Teria ali a prática de abandono intelectual e maus-tratos", o delegado disse ao explicar o motivo para os pais perderem a guarda dos filhos.
A partir disso, a mulher passou a ter desavenças com as funcionárias do local e a culpá-las pela retirada das crianças.
Por ser adolescente, o filho mais velho tinha permissão de visitar os pais. Foi em uma dessas visitas que ele ouviu que a mãe estava encomendando o assassinato de uma das funcionárias da Casa Lar.
Ao saber disso, o menino procurou a mulher que seria vítima do homicídio e contou a ela o plano. Os dois foram juntos à delegacia para fazer a denúncia.
As mensagens só foram obtidas após a polícia identificar a pessoa que estava conversando com a mãe, que apagou a conversa.
"O intermediário foi muito colaborativo. [...] Segundo ele, ele estava tratando para ver até onde a investigada chegaria, se ela realmente pagaria. E, assim, segundo ele, ele levaria em seguida essa informação para a Polícia Civil", o delegado contou.
A pessoa que estava conversando com a mulher não foi presa. A partir das informações dela, a polícia conseguiu apurar o crime e solicitar a prisão da mulher.
Cerqueira informou que o inquérito está na fase final. Em seguida, será encaminhado ao Ministério Público do Paraná.
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