O que disseram Filipe Barros e Deltan Dallagnol, senadores eleitos pelo Paraná, após o resultado das eleições

  • 04/10/2026
(Foto: Reprodução)
Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) RPC Os dois senadores eleitos pelo Paraná concederam entrevistas coletivas à imprensa no início da noite deste domingo (4), em Curitiba. Filipe Barros (PL) , que tem 35 anos, destacou o fato de ser o senador mais jovem eleito no estado e disse que quer representar todo o estado. Deltan Dallagnol (Novo) comemorou que foi eleito mesmo após ter tido a campanha suspensa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a quase duas semanas das eleições e disse que quer combater a corrupção. ✅ Siga o canal do g1 Paraná no WhatsApp "É uma grande honra ter sido eleito o senador mais bem votado do nosso estado nessas eleições, o senador mais jovem. O povo do Paraná pode ter certeza que não irá se decepcionar com o meu trabalho. [...] Eu vou defender todos os paranaenses, todos os 399 municípios. Vou defender todos os prefeitos, vice-prefeitos, vereadores... Toda a população estará representada comigo no Senado Federal", disse Barros. "Eles me deixaram 15 dias sem fazer campanha, 15 dias sem pedir voto, que é o mais básico numa eleição. [...] Ainda assim, o Paraná não se dobrou. [...] Nós vamos derrotar os grandes corruptos. Nós, juntos, vamos mudar o Brasil com esse mesmo espírito do povo paranaense. Eu quero orgulhar o povo paranaense, eu quero orgulhar o Brasil", disse Dallagnol. Agora no g1 Quem são os senadores eleitos pelo Paraná Filipe Barros (PL) Filipe Barros, eleito como Senador pelo Paraná Reprodução Filipe Barros é natural de Londrina, no norte do estado, e tem 35 anos. Formado em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), foi presidente do Diretório Central dos Estudantes da universidade em 2012. De 2013 a 2015, atuou como assessor legislativo na Câmara Municipal de Londrina e foi eleito vereador no município em 2016, pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB). Em 2018, saiu do PRB e se filiou ao Partido Social Liberal (PSL), pelo qual se elegeu deputado federal naquele ano. Em 2022, passou pelo União Brasil, trocando o partido pelo PL no mesmo ano. Pelo novo partido, foi reeleito deputado federal. Atualmente, Barros é presidente do diretório estadual do PL. Deltan Dallagnol (Novo) Deltan Dallagnol, eleito como Senador pelo Paraná Giuliano Gomes/ PR PRess Deltan é formado em direito e mestre na área pela Harvard Law School. Nascido em 1980, ele é natural de Pato Branco, no sudoeste do Paraná. Deltan foi procurador da República entre 2003 e novembro de 2021, quando pediu exoneração do cargo. Neste período, atuou em casos como o do Banestado e, em 2014, passou a coordenar a força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba. Em setembro de 2020, ele deixou a força-tarefa da operação. Na época, ele alegou questões pessoais para a saída da operação. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), 543 pessoas foram denunciadas em 217 acusações criminais apresentadas pela força-tarefa liderada por Dallagnol. Ao menos 166 pessoas acabaram condenadas pela Justiça nestes processos. Durante os seis anos à frente da operação, ele assinou denúncias contra diversos políticos e empresários, com destaque para uma apresentação em PowerPoint, em setembro de 2016, que acusou o ex-presidente Lula por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Em 2022, Deltan foi eleito deputado federal do Paraná, sendo o candidato mais votado ao cargo no estado, com mais de 340 mil votos. No ano seguinte, uma decisão do TSE cassou o registro de candidatura dele, o que resultou na perda do mandato. Entenda a situação jurídica da candidatura de Dallagnol A discussão atual do caso gira em torno da decisão do TSE, de 2023, que cassou o registro de candidatura de Dallagnol, na época, no Podemos, o que resultou na perda do mandato dele como deputado federal. Agora, nas eleições de 2026, Dallagnol pediu um novo registro para concorrer ao Senado pelo Paraná. Em 8 de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) autorizou a candidatura por 4 votos a 3. A decisão, porém, foi questionada no TSE. Enquanto esse recurso não era julgado, o plenário do TSE decidiu, em 21 de setembro, suspender os atos de campanha de Dallagnol. Na sexta-feira (2), a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestou a favor da manutenção da candidatura. No sábado (3), porém, o ministro Floriano de Azevedo Marques publicou decisão individual indeferindo o registro de Dallagnol. A decisão determinou que os votos dados à chapa fossem considerados nulos. Essa foi a decisão suspensa neste domingo (4) pelo presidente do TSE, Nunes Marques. Isso não significa que o TSE decidiu definitivamente que Dallagnol está elegível, já que o plenário do tribunal ainda deve julgar o caso. Com a decisão de Nunes Marques, o registro volta a ficar na situação de “deferido com recurso” e os votos são processados, mas a validade deles depende da decisão definitiva. Caso Dallagnol seja declarado inelegível, toda a chapa é impedida de assumir o cargo, ou seja, os suplentes dele não assumem a vaga. Neste caso, o estado pode ter que realizar novas eleições para o Senado. Deltan Dallagnol Vitória Smarci/RPC ➡️Relembre: Dallagnol se candidatou às eleições de 2022. Na época, o TRE aprovou o registro de candidatura. Houve recurso ao TSE. Por não ter uma decisão definitiva, ele participou da eleição e assumiu o cargo. Quando o caso foi julgado pelo Tribunal Superior, o registro de candidatura foi cassado. Consequentemente, Dallagnol perdeu o cargo. Na época da cassação, o relator do caso, o ministro Benedito Gonçalves, entendeu que Dallagnol cometeu uma fraude contra a Lei da Ficha Limpa ao pedir exoneração do Ministério Público Federal (MPF) 11 meses antes das eleições, enquanto enfrentava processos internos da instituição. Esses processos internos apuravam a conduta do então procurador da Operação Lava Jato e poderiam levar à demissão dele. A expulsão do órgão resultaria na inelegibilidade de Dallagnol, pela lei da Ficha Limpa. No entanto, a Lei da Inelegibilidade determina que fique inelegível por oito anos o servidor público que deixar o Judiciário ou o Ministério Público para escapar de uma punição. E foi nesse caso que os ministros do Tribunal Superior Eleitoral entenderam que o caso de Dallagnol se enquadrava. O processo tramitou no TSE, que decidiu por unanimidade pela condenação de Dallagnol. O processo transitou em julgado, ou seja, foram esgotados todos os recursos. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias em g1 Paraná

FONTE: https://g1.globo.com/pr/parana/eleicoes/2026/noticia/2026/10/04/o-que-disseram-filipe-barros-e-deltan-dallagnol-senadores-eleitos-pelo-parana-apos-o-resultado-das-eleicoes.ghtml


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