Rede municipal de Curitiba deixará de ofertar turmas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental; veja perguntas e respostas
30/10/2026
(Foto: Reprodução) Famílias temem redução de turmas nas escolas municipais de Curitiba
A Prefeitura de Curitiba informou que deixará de ofertar turmas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental na rede municipal de ensino e que vai iniciar em 2027 a transição gradual da oferta para a rede estadual.
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Atualmente, 11 escolas da rede municipal oferecem turmas do 6º ao 9º ano. Juntas, elas atendem cerca de 3 mil estudantes.
Segundo a prefeitura, o processo será realizado ao longo de quatro anos, em parceria com o Governo do Paraná. A mudança, segundo a instituição, permitirá a ampliação da oferta de Educação em Tempo Integral, além de abrir novas vagas na Educação Infantil e nos anos iniciais.
Neste texto você vai ler:
O que acontecerá com os alunos?
Como será o processo de matrícula?
Quais critérios serão considerados?
O que acontecerá com os professores?
Onde a prefeitura vai concentrar os recursos?
O que embasa a decisão da prefeitura?
O que acontecerá com os alunos?
Alunos que estão matriculados do 6º ao 8º ano em escolas municipais em 2026 permanecerão nas mesmas escolas até concluir o 9º ano
Levy Ferreira/SECOM
Segundo a prefeitura, os alunos que estão matriculados do 6º ao 8º ano em escolas municipais em 2026 permanecerão nas mesmas escolas até concluir o 9º ano.
Já os estudantes que terminarem o 5º ano neste ano serão encaminhados para escolas estaduais próximas de suas residências. O secretário municipal da Educação, Paulo Afonso Schmidt, explica que o trabalho conjunto com a rede estadual já está em andamento para organizar o encaminhamento deles.
A previsão é que, em 2028, a rede municipal já não tenha turmas de 6º e 7º anos.
Como será o processo de matrícula?
Segundo um cronograma definido pela Secretaria Municipal da Educação, os responsáveis serão informados sobre a escola estadual para a qual o aluno será direcionado no dia 23 de novembro.
A matrícula inicial on-line dos estudantes que ingressarão no 6º ano da Rede Estadual em 2027 ocorrerá de 23 de novembro a 4 de dezembro.
A Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) informou que as famílias receberão orientações sobre as escolas disponíveis na região onde moram e sobre os procedimentos de matrícula.
Já a Secretaria Municipal da Educação reforça que os responsáveis não precisam procurar vagas por conta própria, uma vez que a distribuição dos alunos será organizada pelo sistema das secretarias.
Quais critérios serão considerados?
O principal critério considerado pela prefeitura será o de georreferenciamento. Ele levará em conta a localização das residências dos estudantes para indicar escolas estaduais próximas.
Situações que exigirem atenção especial serão discutidas individualmente com as famílias, conforme o secretário.
Dependendo da situação, se não houver escola estadual próxima à residência do estudante, a secretaria vai analisar a possibilidade de oferecer transporte escolar para unidades mais distantes ou de manter algumas turmas de 6º ano em 2027.
O que acontecerá com os professores?
Curitiba conta com 258 professores que trabalham na Docência II, com turmas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental na rede municipal.
Luiz Costa/SME
Segundo a prefeitura, Curitiba conta com 258 professores que trabalham na Docência II, com turmas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental na rede municipal.
Com a mudança, já em 2027, ao menos 49 profissionais serão afetados. Eles poderão atuar em projetos educacionais ou optar pela Docência I, que atua nos anos iniciais do Ensino Fundamental na rede municipal de ensino.
A prefeitura informou que as secretarias municipais da Educação e de Gestão de Pessoal estudam os impactos da medida e trabalham para garantir a manutenção dos direitos de carreira dos profissionais.
Para viabilizar a atuação desses professores nos anos iniciais, a prefeitura encaminhará à Câmara Municipal um projeto de lei para alterar a legislação da carreira do magistério. Aos profissionais que optarem pela Docência I e não tiverem formação em Pedagogia, será oferecida complementação pedagógica.
Enquanto houver oferta dos anos finais na rede municipal, a carreira de Docência II será mantida, sem prejuízo aos profissionais.
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Onde a prefeitura vai concentrar os recursos?
A prefeitura informou que, com a mudança, a Secretaria Municipal da Educação poderá concentrar esforços na ampliação do atendimento à Educação Infantil, aos anos iniciais do Ensino Fundamental, à ampliação da Educação em Tempo Integral e em projetos de inclusão, voltados a estudantes da educação especial.
Conforme o órgão, a previsão é ampliar, já em 2027, mais de mil vagas de Educação em Tempo Integral nas 11 escolas envolvidas na transição. A prefeitura diz ainda que a medida também permitirá expandir projetos pedagógicos destinados aos estudantes do 1º ao 5º ano.
"Entre os avanços previstos estão a abertura de novas turmas em tempo integral, o fortalecimento do atendimento na pré-escola para crianças de 4 e 5 anos, a possibilidade de ampliar a oferta de vagas nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), que atendem bebês e crianças de 0 a 3 anos, e na instalação de salas de recursos, destinadas a estudantes com necessidades diversas — com diagnóstico de autismo, por exemplo", divulgou a prefeitura.
O que embasa a decisão da prefeitura?
Segundo a prefeitura, a reorganização está alinhada à Constituição Federal e à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Elas estabelecem a atuação prioritária dos municípios na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, e dos estados nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio.
Atualmente, no Paraná, somente quatro municípios ainda ofertam vagas residuais dos anos finais do Ensino Fundamental: Curitiba, Francisco Beltrão, Guarapuava e Morretes.
Com a mudança, já em 2027, ao menos 49 professores da rede municipal de ensino serão afetados
Luiz Costa/SME
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